'E lembro da primeira vez que eu te vi e te achei meio feio, vesgo, estranho. Até que você me suspendeu no ar por razão nenhuma eu tive certeza que meu filho nasceria um pouco feio, vesgo e estranho.'
(Tati Bernardi)
Ele não é nada do que eu pensei que fosse e no entanto eu só descobri isso hoje. Revendo fatos, revivendo momentos. A história como um todo.
Ele não é loiro e muito menos tem olhos claros. Não é bonito, do tipo que chama a atenção por onde passa, e ainda assim, parecia a pessoa mais encantadora do universo para mim. Não é lá muito inteligente, mas nada mais importava se ele estivesse falando. Ele não é nada romântico, do tipo que acha que falar 'eu te amo' é demonstrar fraqueza, ora fraqueza. Ele não tem algo que chamou verdadeiramente a minha atenção. E eu jamais esperei me envolver com alguém como ele: Sem graça!
Muito menos me apaixonar. E de fato eu acertei em algumas partes. Eu estava completa e inteiramente envolvida, isso não há como negar. E muitas vezes, até esse segunda pra ser mais exata, eu tinha certeza que o amara. Mas só hoje me dei conta que nunca o amei. Não. Eu me joguei de cabeça na ilusão. E sofri as consequências por perder a cabeça e deixar meus neurônios fora da área de cobertura e mais possivelmente desligados. Eu volto a pé pra realidade depois de todo esse pesadelo. E ainda estou me recuperando do coma, graças a Deus, reversível que sofri.
Não foi amor. Amor se constrói com o tempo. Com o carinho dado e igualmente recebido. Talvez, amor seja quase que inteiramente isso: Reciprocidade. Dar e ter. Ofertar e receber. E nada disso eu recebi. O nosso relacionamento sempre foi muito unilateral, e continua sendo, só que agora a distante, a desinteressada, a ausente.. Sou eu!
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